Troca de óleo do motor: fique atento
em segunda-feira, 6 de abril de 2009 | Marcadores: Dicas
Amigos, encontrei esta dica sobre óleo de motor no jornal "Estado de minas" e achei tão interessante que resolver reproduzi-la na integra como segue abaixo:

Há alguns anos, o fenômeno da borra (o óleo vira uma espécie de pasta) se espalhou pelo país, danificando motores de veículos de passeio de várias marcas. Depois de muita polêmica, veio o diagnóstico: uso de lubrificante fora das especificações; troca (do óleo e do filtro) fora do tempo ou da quilometragem correta; e, por último, abastecimento com combustível fora das especificações. Para evitar problemas, o motorista deve seguir algumas dicas, que foram passadas por Remo Lucioli, especialista em lubrificação automotiva, da empresa Inforlub.
A troca de óleo deve seguir rigorosamente o manual do fabricante do veículo?
Sim. Mas o motorista deve tomar cuidado com manuais mais antigos, que previam trocas a cada 20 mil quilômetros. Essa quilometragem foi especificada inicialmente por fabricantes na Europa, que, porém, tiveram o cuidado de especificar claramente o óleo a ser usado e o tempo máximo que esse lubrificante deveria ser trocado. No Brasil, não foram feitas essas restrições e tivemos muitos problemas (o principal deles, o fenômeno da borra). O motorista deve consultar o concessionário da marca ou pontos de trocas, que têm informações mais atualizadas.
Deve ser feita por tempo ou quilometragem?
Depende. Pode ser por um ou por outro. O óleo tem aditivos que permanecem inertes enquanto o lubrificante não é colocado no motor. Depois de colocado no propulsor, esses aditivos (que são reagentes químicos) entram em ação, atuando mesmo quando o motor não está funcionando. Mas o desempenho do óleo também depende do tipo de uso do veículo. Portanto, o motorista que roda pouco, e em condições severas deve trocar por tempo (no máximo, a cada seis meses). Já aquele que roda a maior parte do tempo em rodovias, a troca pode ser feita por quilometragem (no máximo, a cada 5 mil quilômetros).
O que são condições severas?
Muitos motoristas acreditam que a rotina de ir e voltar para o trabalho, que fica perto de casa, é um tipo de uso leve do veículo. Engano. Esse é o típico regime severo, no qual o veículo roda por vias urbanas, em trânsito congestionado, em velocidade média abaixo de 60km/h e em percursos com menos de 15 minutos. Regime leve seria rodar a maior parte do tempo no trânsito livre e fluente, com velocidade média acima dos 60km/h e em percursos com mais de 15 minutos.
É preciso substituir o filtro de óleo a cada troca do lubrificante?
Sim. Um filtro de óleo do motor Ford 1.0, por exemplo, processa mais de 20 litros de óleo por minuto. A cada 5 mil quilômetros, a uma velocidade média de 30 km/l, o filtro terá processado mais de 200 mil litros de óleo. O material filtrante, no interior do filtro, é papel, semelhante ao coador de café. Então, como se encontra esse filtro?
Existe motor que exige óleo sintético? Pode-se escolher entre o óleo mineral, geralmente mais barato, e o sintético? Os dois podem ser misturados?
Deve-se sempre consultar o manual do fabricante do veículo para saber a opção do mineral, desde que atendidas as especificações técnicas, previstas no mesmo livreto. Mas existem alguns veículos, como os BMW, que exigem somente óleo sintético. Mas o proprietário do veículo deve, pelo menos uma vez ao ano, consultar o concessionário da marca para saber se não houve mudança nas especificações do manual. Não misture os dois tipos, pois isso vai baixar a resistência térmica do volume resultante, o que pode danificar seriamente o motor.
E quanto às marcas? Podem ser misturadas?
Pode-se completar o nível com óleo de outra marca, desde que o lubrificante tenha a mesma especificação. Essa miscibilidade é prevista na legislação brasileira. Algumas empresas tentam vender a idéia de que isso não é possível para tentar manter o cliente fiel à marca.
Pela manhã, o motorista pode sair normalmente com o carro ou deve esperar o motor esquentar um pouco, por causa do óleo lubrificante?
Teoricamente, por motivos técnicos, o motor moderno não exige que o motorista espere o aquecimento do óleo e das peças, para sair com o veículo pela manhã. Mas o melhor é aguardar uns 30 segundos para sair e não elevar as rotações do motor até que o ponteiro de temperatura do líquido de arrefecimento do motor atinja o ponto ideal.
O que fazer quando a luz do óleo se acende no painel?
Pare o veículo imediatamente, desligue o motor e procure atendimento mecânico.
Qual consumo de óleo pode ser considerado normal, ou seja, que não seja um sinal de problemas?
Nos motores dos veículos da década de 1980, de até 1 litro a cada 1 mil quilômetros. Nos dos carros dos anos 2000, no máximo de 300 ml a cada 1 mil quilômetros.
FONTE: JORNAL ESTADO DE MINAS.
Há alguns anos, o fenômeno da borra (o óleo vira uma espécie de pasta) se espalhou pelo país, danificando motores de veículos de passeio de várias marcas. Depois de muita polêmica, veio o diagnóstico: uso de lubrificante fora das especificações; troca (do óleo e do filtro) fora do tempo ou da quilometragem correta; e, por último, abastecimento com combustível fora das especificações. Para evitar problemas, o motorista deve seguir algumas dicas, que foram passadas por Remo Lucioli, especialista em lubrificação automotiva, da empresa Inforlub.
A troca de óleo deve seguir rigorosamente o manual do fabricante do veículo?
Sim. Mas o motorista deve tomar cuidado com manuais mais antigos, que previam trocas a cada 20 mil quilômetros. Essa quilometragem foi especificada inicialmente por fabricantes na Europa, que, porém, tiveram o cuidado de especificar claramente o óleo a ser usado e o tempo máximo que esse lubrificante deveria ser trocado. No Brasil, não foram feitas essas restrições e tivemos muitos problemas (o principal deles, o fenômeno da borra). O motorista deve consultar o concessionário da marca ou pontos de trocas, que têm informações mais atualizadas.
Deve ser feita por tempo ou quilometragem?
Depende. Pode ser por um ou por outro. O óleo tem aditivos que permanecem inertes enquanto o lubrificante não é colocado no motor. Depois de colocado no propulsor, esses aditivos (que são reagentes químicos) entram em ação, atuando mesmo quando o motor não está funcionando. Mas o desempenho do óleo também depende do tipo de uso do veículo. Portanto, o motorista que roda pouco, e em condições severas deve trocar por tempo (no máximo, a cada seis meses). Já aquele que roda a maior parte do tempo em rodovias, a troca pode ser feita por quilometragem (no máximo, a cada 5 mil quilômetros).
O que são condições severas?
Muitos motoristas acreditam que a rotina de ir e voltar para o trabalho, que fica perto de casa, é um tipo de uso leve do veículo. Engano. Esse é o típico regime severo, no qual o veículo roda por vias urbanas, em trânsito congestionado, em velocidade média abaixo de 60km/h e em percursos com menos de 15 minutos. Regime leve seria rodar a maior parte do tempo no trânsito livre e fluente, com velocidade média acima dos 60km/h e em percursos com mais de 15 minutos.
É preciso substituir o filtro de óleo a cada troca do lubrificante?
Sim. Um filtro de óleo do motor Ford 1.0, por exemplo, processa mais de 20 litros de óleo por minuto. A cada 5 mil quilômetros, a uma velocidade média de 30 km/l, o filtro terá processado mais de 200 mil litros de óleo. O material filtrante, no interior do filtro, é papel, semelhante ao coador de café. Então, como se encontra esse filtro?
Existe motor que exige óleo sintético? Pode-se escolher entre o óleo mineral, geralmente mais barato, e o sintético? Os dois podem ser misturados?
Deve-se sempre consultar o manual do fabricante do veículo para saber a opção do mineral, desde que atendidas as especificações técnicas, previstas no mesmo livreto. Mas existem alguns veículos, como os BMW, que exigem somente óleo sintético. Mas o proprietário do veículo deve, pelo menos uma vez ao ano, consultar o concessionário da marca para saber se não houve mudança nas especificações do manual. Não misture os dois tipos, pois isso vai baixar a resistência térmica do volume resultante, o que pode danificar seriamente o motor.
E quanto às marcas? Podem ser misturadas?
Pode-se completar o nível com óleo de outra marca, desde que o lubrificante tenha a mesma especificação. Essa miscibilidade é prevista na legislação brasileira. Algumas empresas tentam vender a idéia de que isso não é possível para tentar manter o cliente fiel à marca.
Pela manhã, o motorista pode sair normalmente com o carro ou deve esperar o motor esquentar um pouco, por causa do óleo lubrificante?
Teoricamente, por motivos técnicos, o motor moderno não exige que o motorista espere o aquecimento do óleo e das peças, para sair com o veículo pela manhã. Mas o melhor é aguardar uns 30 segundos para sair e não elevar as rotações do motor até que o ponteiro de temperatura do líquido de arrefecimento do motor atinja o ponto ideal.
O que fazer quando a luz do óleo se acende no painel?
Pare o veículo imediatamente, desligue o motor e procure atendimento mecânico.
Qual consumo de óleo pode ser considerado normal, ou seja, que não seja um sinal de problemas?
Nos motores dos veículos da década de 1980, de até 1 litro a cada 1 mil quilômetros. Nos dos carros dos anos 2000, no máximo de 300 ml a cada 1 mil quilômetros.
FONTE: JORNAL ESTADO DE MINAS.




Tenho um ford ka image ano 2000 não tenho manual do veículo e gostaria de saber qual o oléo recomendado para o meu tipo de carro motor zetec rocan
ResponderExcluirTenho um ford ka image ano 2000 não tenho manual do veículo e gostaria de saber qual o oléo recomendado para o meu tipo de carro motor zetec rocan
ResponderExcluirOs carros equipados com motores Zetec Rocam 1.0 ou 1.6 utilizam oleos 5w30 sintéticos, mas já estiverem com desgate interno podem usar 20W50 mineral. Mas cuidado, NUNCA pode mistura-los. Quando for trocar deve lavar primeiro o motor internamente pelo processo utilizando: "FLUSH"
ResponderExcluirOtimo comentário Olivia! Obrigado!
ResponderExcluirOliva
ResponderExcluirAdquiri, recentemente, um Fiesta 2001 , Zetec Rocam, com 90,000 km, diretamente da Concessionária, que me informou ter trocado o óleo pelo Motorcraft 20~50.
Nas partidas à frio, tenho ouvido uma pequena e rápida batida, que pode parecer tuchos, corrente ou talvez casquilhos?
O motor está super seco, não fumaça nada, e parece bastante potente mas sinto que poderia ser mais econômico.
Após ter lido o manual e me informado com outros, estou chegando a conclusão de que o melhor seria o sintético 5W30, em vista do melhor alcance nas partes altas do motor e nas partidas à frio.
As perguntas são:
Devo passar para o 5W30?
Devo aplicar o flush?
Qual o prazo de troca a respeitar?
Muito obrigado
Sergio
Boa noite Sérgio. Obrigado por prestigiar nosso blog!
ResponderExcluirSeu carro deve usar o óleo especificado pelo manual de instruções. O óleo sintético é melhor de ser usado, pois limpa o motor de impurezas. O uso de flush não é recomendado, pois pode danificar o motor em alguns casos se for mal aplicado. O ideal é trocar o óleo a cada 5.000 kms, principalmente se você roda mais dentro da cidade. Qualquer dúvida, estou a disposição. Entre em contato por email também se quiser. Júnior
Oi gente parabens pelo blog! Sou taxista a 7 anos, e sempre troquei oleo do carro de 5 em 5mil km, comprei um corsa premium 1.4 a 1 ano, apesar de flex, uso apenas gasolina aditivada e ate 4 meses atraz trocava o oleo sintetico 5w30 a cada 7.500 km. Infelismente, meu pai veio a falecer a 3 meses atraz, e por tantos problemas que passei, acabei por esquecer a troca de oleo do carro que no caso era pra trocar aos 40.762 km e agora esta nos 48.274 !!! Na ultima troca, tambem troquei o filtro, e usei o havoline. Vou fazer a troca amanha, mas ate la nao vou usa-lo, teriam alguma recomendacao para eu compensar meu motor ou nao? Vou ter muitos problemas agora???
ResponderExcluirAmigo, obrigado por prestigiar nosso blog. No seu caso não tem muito o que fazer. Se você sempre troca o óleo na quilometragem correta provavelmente não terá grandes problemas, apesar de ter passado muito da quilometragem da troca. O importante é saber o nível do óleo. Ele deve estar bem fino, pois passou muito do tempo, porém se estiver no nível não terá problema. O risco maior é quando o carro anda sem nada de óleo e o atrito entre os componentes faz ele fundir. Troque o óleo o mais urgente possível, mas acredito que se estiver no nível, você não terá problemas, pois foi somente uma vez que isto ocorreu.
ExcluirAbraço. Júnior